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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Pássaros cochilam com metade do cérebro


Durante a temporada de migração, sabiás-de-óculos podem descansar metade do cérebro de cada vez


© Stubblefield Photography/Shutterstock


Não é privilégio dos tubarões: pesquisadores descobriram que alguns pássaros com pouco tempo para dormir também conseguem realizar grandes façanhas. Durante os períodos de migração, eles se recuperam do cansaço dos noturnos com cochilos – descansando metade do cérebro por alguns segundos a cada vez – enquanto estão empoleirados, durante o dia. Estudar essas “micro-sonecas” pode dar pistas sobre como combater problemas humanos relacionados à falta de sono. Examinando gravações de eletroencefalograma (EEG), cientistas confirmaram recentemente que sabiás-de-óculos em cativeiro caem no sono e, quase que imediatamente, dormem por períodos de cinco ou dez segundos durante períodos de seca. Em alguns casos, os pássaros mantêm apenas um olho aberto, em um estado semi-alerta, possivelmente para observar predadores, enquanto o outro olho fica fechado, correspondendo à metade do cérebro que dorme. Outros pássaros e alguns mamíferos aquáticos (que precisam subir periodicamente para respirar) também têm o sono chamado “uni-hemisférico”. “É difícil imaginar humanos cochilando com um olho só; nossos cérebros estão muito mais interconectados do que o das aves, que tem hemisférios que podem trabalhar de forma independente”, diz o neurocientista comportamental Verner Bingman, da Universidade da Universidade Estadual de Bowling Green, em Ohio, nos Estados Unidos, um dos autores do estudo. Ainda assim, os pássaros podem mostrar aos humanos como compensar as horas mal dormidas. “Mas não está claro ainda se aves conseguem repor todo o sono perdido durante a temporada de migração”, pondera a psiquiatra Ruth Benca, que estuda o sono animal na Universidade de Wisconsin-Madison, também nos Estados Unidos.


Revista Mente Cerébro

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